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18 de jan. de 2015

Por que estamos esquecendo nossos filhos?

Aí você liga a TV para ver as notícias e escuta a nova invenção: um dispositivo para ajudar aos pais a não esquecerem seus filhos dentro do carro. Funciona assim: um aparelho é acoplado à cadeirinha de segurança e, se a criança permanecer no carro por mais de 5 minutos depois que o mesmo for desligado e trancado, soa um alarme e uma mensagem é enviada para até 10 celulares cadastrados. O custo do produto, se for para uma encomenda grande, seria de 100 a 150 reais e o fabricante diz que isso é pouco frente ao valor da vida que vai ser poupada. Concordo, mas será que vamos precisar de um bipe para dizer que esquecemos nossos filhos como se eles fossem um relatório que esquecemos de entregar?
Depois dos últimos tristes casos em que pais esqueceram seus filhos dentro do carro (e só perceberam quando foram buscá-los na escola o que gerou a morte deles e chocou todo mundo), descobrir que os pais podem precisar de um SMS para lembrar dos seus filhos me entristece e preocupa. Não estou julgando os pais que fizeram isso, imagino sua dor e sofrimento e sei que se pudessem voltar no tempo fariam tudo bem diferente. Estou julgando nossos valores e nossa sociedade.
Onde vamos parar? A desculpa é a "correria" do dia a dia, mas será que não estamos correndo demais? E para que tanta correria? Correr para chegar ao trabalho, para cumprir os compromissos e ganhar mais dinheiro para comprar mais coisas para os nossos filhos quando, na verdade, nossos filhos não querem coisas, eles querem pais.
Eu sei que existem custos, que criar um filho custa caro, eu sei disso. Eu tenho dois. Não estou falando do básico, estou falando de brinquedos caros, roupas de grife e artigos de luxo para crianças que ainda nem entendem o valor do dinheiro.
Eu sempre penso, a cada trabalho que assumo em quantas horas isso vai me afastar dos meus filhos e por quanto tempo, e se isso vai valer a pena. Eu já trabalhei mais horas do que deveria anteriormente e já vi que isso não é bom. Não é só o dinheiro que vou ganhar que vai me convencer, quando assumo um trabalho hoje preciso estar convencida de que isso não vai prejudicar minha obrigação de mãe, afinal eles estão aqui porque eu quis; eles são minha responsabilidade.
Se bem que não é só o trabalho que faz com que as pessoas corram hoje em dia. Atualmente as pessoas correm porque sim. Para ir para a academia, para o supermercado. Pra chegar logo, pra evitar a fila, pra sair do trânsito, porque sim.
Eu só queria que nada disso tivesse acontecido, que esse produto não precisasse ter sido inventado e que nenhuma criança tivesse sido esquecida. Eu só queria que as pessoas parassem mais e olhassem para trás. Literalmente.

Leia a notícia em http://revistadonna.clicrbs.com.br/tech/pai-inventa-dispositivo-que-avisa-quando-bebes-sao-esquecidos-no-banco-traseiro-do-carro/

30 de out. de 2012

Como escolher a melhor educação pro seu filho




Bom mesmo seria a gente pensar antes, planejar o filho, a casa, o casamento. Tudo lindo e arrumado. Mas, na vida real, muitas vezes as coisas não são bem assim. Mas uma coisa merece planejamento, ou pelo menos, reflexão: a educação do seu filho. 
Devemos criar nossos filhos para que sejam felizes. Então para isso devemos ensiná-los a conviver, compartilhar, respeitar, amar e ser amado. Como já dizia Hellen Keller: “A felicidade consiste em dar ao valor ao que se tem”. É isso mesmo. Ser feliz, compete em perceber nas pequenas coisas grandes momentos. As pessoas verdadeiramente felizes aproveitam os momentos. Não precisam ser ricos, nem bonitos, nem saudáveis (pasmem).
A verdade é que sentir-se feliz é um processo de construção que vamos fazendo ao mesmo tempo que vamos percebendo quem somos, do que gostamos, enfim, ao mesmo tempo em que se vai construindo a felicidade. Daí a importância de uma boa educação, que começa em casa, para uma criança. Ensinar a conviver, a dar valor ao que de verdade tem valor (sorrisos, abraços, carinho, atenção), isso sim vai fazer do seu filho, uma pessoa feliz. A felicidade cresce junto com a gente.
Eduque seu filho para que ele seja ético, que saiba se colocar no lugar do outro e que aproveite as oportunidades da vida. Não se lamente na frente do seu filho, não ensine a ele ter pena de si mesmo.
Busque soluções para os problemas que surgem, os pequenos e os grandes. Seja prático e objetivo. Quando ele derrubar o leite em cima da mesa, diga que tenha cuidado e o ensine a enxugar, de nada vale um sermão de meia hora por isso quando o que ele precisa aprender, além de não repetir o erro, é a corrigir o erro. Todo mundo erra. Poucos sabem consertar.
Falar de educação sem falar de escola não dá. E sobre a melhor escola pro seu filho sempre vale a pena reflertir. Procure uma escola que continue fazendo o mesmo trabalho que você (não POR você). A melhor escola pro seu filho vai ser aquela em que vocês se sintam bem. Não vai existir escola perfeita, mas você pode encontrar uma bem legal.

1. Qual a idade certa para começar a estudar? A idade certa é aquela em que você se sente bem em deixá-lo com outra pessoa ou a idade que manda sua necessidade (se você tem que trabalhar, por exemplo). Não adianta colocar o filho numa escola e depois sair pelo corredor chorando. Isso não var ser bom nem para ele nem para você. Confie na escola em que matricula seu filho e deixe as pessoas (professoras, monitores) trabalharem. Isso sim vai fazer toda a diferença.

2. E a escola do bairro é uma boa opção? A escola de bairro para as crianças pequenas funciona muito bem. Ela geralmente é mais aconchegante e pais e filhos se sentem mais acolhidos, conhecem pelo nome e estão mais próximos. Não precisa querer que seu filho seja o primeiro da sala no Infantil III, há tempo para isso. Você pode colocá-lo numa escola mais perto de casa ou mais perto do seu trabalho e ter mais tempo para estar com ele. Quanto menos tempo no trânsito mais tempo para a vida em família. Não se preocupe, depois ele vai acompanhar a outra escola. Tudo tem seu tempo.

3. E a Escola Construtivista? O discurso da escola construtivista é muito bacana, muito moderno e muito livre. Funciona sim. É uma linha pedagógica que propõe que o aluno participe ativamente da construção do seu próprio conhecimento, as crianças aprendem bastante, não ficam só recebendo a informação. São preparadas para pensar, sentir, compartilhar. O problema é que o mundo lá fora não é muito construtivista e a hora da competição (vestibular, por exemplo) vai chegar. Essa é uma boa escola para começar a vida escolar.

4. E as escolas que “só pensam no vestibular”? Qual pai não quer oferecer a seu filho a melhor preparação? Não vamos partir para aquele discurso de que são muito comerciais, que só visam a nota e tudo isso. Não é só isso. Há espaço para projetos bacanas também (convivência, solidariedade, arte) e são essas escolas, que vão permitir que seu filho possa competir no futuro. Não se culpe porque a escola está cobrando muito, melhor ele aprender a ser cobrado agora, com você por perto, do que depois quando estiver sozinho enfrentando a vida real. E não coloque seu filho nesta escola para ele aprender a estudar, quem tem que ensinar seu filho a estudar é você. Estudo é hábito. Seu filho vê você estudando (lendo, ouvindo, aprendendo coisas novas?). Pense nisso. Essa é uma boa escola para terminar a vida escolar.

E por último, quando seu filho já estiver matriculado e acontecer alguma coisa que você não ficou satisfeito não jogue a primeira pedra, a não ser quando a coisa for muito feia. Tenha paciência, reclame, diga que não gostou. Dê uma chance ao profissional da escola se desculpar. Não, isso não é uma apologia às escolas. Isso é uma apologia ao seu filho e à boa educação que ele merece receber, e isso deve começar por você.
Todos nós, pais e educadores, temos uma grande responsabilidade nessa tarefa belíssima que é ensinar. Vamos dar a devida importância e gastar um tempo para isso. Educar dar trabalho, mas vale a pena.                                                                                                                Gabriela Nunes 




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